Além de uma divertida opção de lazer para um domingo de sol, o Parque da Cidade, no Itaigara, também foi palco para esclarecimentos sobre doenças cardiovasculares, no Dia Mundial do Coração, lembrado ontem em 90 países. A iniciativa da seção baiana da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC-Ba) atraiu adultos e crianças, que participaram de atividades lúdicas e educativas. O principal intuito do evento foi chamar atenção para os hábitos alimentares das crianças que estão cada vez mais cedo apresentando fatores de risco para doenças do coração.Dados de uma pesquisa realizada ano passado, em Salvador, revelaram que alunos das redes pública e privada de ensino apresentam taxas elevadas de sobrepeso e obesidade (17,2%), e de colesterol acima do desejado (28,1%), reforçando a necessidade da implantação de medidas preventivas na infância. De acordo com o presidente da SBC–Ba, o cardiologista Gilson Godinho, a questão da obesidade infantil é um problema grave. Segundo ele, é necessário adotar hábitos saudáveis desde quando a criança nasce. “As pessoas gostam de bebês gordos, acham fofinhos. Mas, desde quando o recém-nascido começa a ingerir outros alimentos, é preciso muito cuidado. Evitar farinha para mingau e fazer natação são iniciativas fundamentais”, considerou.
O especialista ressaltou que, quando a obesidade é combatida na infância, menores são os riscos da criança se tornar um adulto obeso. Estudos mostram que 80% das crianças com sobrepeso e obesidade permanecerão nessas condições durante toda a vida. Godinho apontou a cantina da escola como a grande vilã do excesso de peso na infância. “De lá saem os alimentos mais gordurosos e calóricos, como hambúrguer e cachorro-quente. A cantina precisa oferecer comida mais saudável”, assinalou.
Dificuldades - Para as crianças que participaram da atividade, no Parque da Cidade, gostoso mesmo é comer as guloseimas vendidas na lanchonete da escola. Enquanto a funcionária pública Lucília Maria Borges, 39 anos, lia atentamente o folheto que explicava sobre as doenças do coração e como evitá-las, a filha Luana Borges, 8 anos, deliciava-se com um refrigerante e um salgadinho. Segundo ela, os lanches de rua são muito mais gostosos que a merenda feita em casa.
“Não gosto de merendar quando minha mãe manda uma fruta e um suco para hora do lanche. Gostoso mesmo são as coisas vendidas na cantina”, confessou a pequena. Godinho ressaltou ainda que a maioria das escolas públicas e particulares não se preocupa em oferecer uma alimentação saudável. “Eles vendem as porcarias que as crianças gostam de comer: sanduíches gordurosos, chocolate, balas e refrigerantes. Vale o interesse do mercado, vender o que a garotada gosta de comprar”, ressaltou o cardiologista.

Um comentário:
Olá Meninas
O Jornal blog de vocês sobre Programa Guia Médico apresenta um tema interessante que pode interessar a muitas pessoas, porém se vocês têm a intenção de permanecer com ele no ar faço aqui algumas sugestões de mudanças:
- Deixar o site legível, as letras estão pequenas demais, as imagens também
- Distribuir melhor o texto na tela
- As matérias precisam ser assinadas e coloquem o referencial de onde vocês buscaram a informação e fotos
E sucesso com o jornal on line de vocês.
Para finalizar gostaria que vocês visitassem este endereço http://ejornalismounivel.blogspot.com/ e respeondessem as questões propostas.
Abraços
Postar um comentário